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COM FOCO EM INOVAÇÃO E EDUCAÇÃO, GRUPO RBS REÚNE LÍDERES PARA DEBATER DESENVOLVIMENTO DO RS

Encontro promovido pelo Conselho Editorial do Grupo RBS reuniu lideranças da academia, do mercado e da inovação para discutir os principais entraves ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul e propor soluções estruturantes para o Estado....

30/07/2026 às 00:00

É SÓ NOTÍCIA BOA!

A inovação como vetor de desenvolvimento, a educação como pilar e a necessidade de políticas públicas integradas de longo prazo dominaram os debates de mais uma edição da ouvidoria do Conselho Editorial do Grupo RBS, realizada nesta quarta-feira (29). O encontro reuniu 10 líderes de diferentes setores para discutir gargalos históricos e propor soluções para o futuro do Rio Grande do Sul.

Cada representante presente foi convidado a compartilhar uma questão que, em seu entendimento, tem impedido avanços no desenvolvimento do Estado, e uma possível solução ao problema. A mediação da conversa foi realizada pelo comunicador Rodrigo Lopes.

A inovação e a educação foram temas centrais nas discussões. Os líderes apontaram ainda a necessidade de fortalecer a articulação entre poder público, iniciativa privada e academia. Também foi citada a necessidade de avançar em áreas como infraestrutura logística, competitividade, governança, atração de talentos, planejamento a longo prazo e enfrentamento dos desafios climáticos.

Esses e outros temas reunidos a partir das ouvidorias realizadas pelo Conselho Editorial vão compor um documento com pautas prioritárias que será entregue pela RBS aos candidatos ao Governo do Estado, em agosto. Os assuntos também serão tratados em reportagens dos veículos da RBS.

Na abertura do encontro, o publisher e presidente do Conselho de Gestão do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, destacou o objetivo da iniciativa de qualificar o debate público:

— Queremos reunir contribuições e, assim, ajudar a colocar em evidência os temas essenciais para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Temos a responsabilidade de levar essas discussões à sociedade por meio do jornalismo, estimulando a reflexão e acompanhando, com independência, os compromissos assumidos pelos futuros governantes.

CEO da RBS e membro do Conselho Editorial, Patrícia Fraga reforçou que a ideia do encontro está conectada ao propósito da empresa de impactar positivamente a vida dos gaúchos:

— Na RBS, acreditamos na força do diálogo e da escuta qualificada. Temos acompanhado com atenção os desafios e as transformações do RS e entendemos que reunir diferentes perspectivas é fundamental na construção de caminhos para o futuro. Nosso papel é conectar pessoas e ideias, dar visibilidade a iniciativas relevantes e engajar a sociedade nos debates que contribuem para soluções concretas aos desafios do Estado.

Participaram da ouvidoria Marcia Barbosa, reitora da UFRGS; Manuir Mentges, reitor da PUCRS; Jorge Audy, superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc; Martha Adaime, reitora da UFSM; Gustavo Borba, pró-reitor acadêmico e de Relações Internacionais da Unisinos; José Renato Hopf, presidente do South Summit Brazil; Claudio Gastal, diretor-presidente do SESI-RS e do SENAI-RS e integrante da plataforma Coalizão; Pedro Valério, diretor-executivo do Instituto Caldeira; Rafael Castello Costa, presidente do Conselho de Turismo da Região das Hortênsias e secretário de Turismo de São Francisco de Paula; e o empresário e membro do Conselho Editorial do Grupo RBS José Galló.

Também prestigiaram o encontro o vice-presidente do Conselho de Gestão do Grupo RBS, Fernando Tornaim, além da diretora-executiva de Marketing e Negócios Entretenimento e TV, Caroline Torma, líderes da redação e comunicadores.

O que os participantes disseram

Projetos devem ultrapassar governos

Segundo os participantes, um avanço real em áreas decisivas como educação e inovação no Rio Grande do Sul depende da criação de um plano "de Estado", que seja mantido independentemente da mudança de governos. A educação de qualidade foi apontada como o pilar central para aumentar a produtividade e a competitividade diante do envelhecimento da população gaúcha. A falta de continuidade foi apontada como um dos entraves para avançar em temas fundamentais que devem passar a serem consideradas prioridades permanentes do RS.

Inovação é vetor de desenvolvimento

Muito além de tecnologia, a inovação deve ser entendida como o motor para o progresso econômico e social. É essencial estreitar a ligação entre a ciência básica produzida nas universidades e a sua aplicação prática no mercado e, assim, impulsionar o desenvolvimento regional. É preciso valorizar, nos esforços para inovação, as fortalezas e a vocação econômica do RS — por exemplo, setores como o agronegócio, a saúde e o turismo. Um dos consensos entre os convidados: neste século, ciência e tecnologia são indissociáveis do processo de desenvolvimento.

Ambiente de confiança e conexão

Transformar a economia do Rio Grande do Sul exige esforços conjuntos do poder público, da iniciativa privada e do meio acadêmico. Para isso, é preciso reverter uma cultura histórica no Estado de iniciativas criadas isoladamente, seja no setor público ou na iniciativa privada. E construir um ambiente de confiança e colaboração reais, que podem inclusive atrair talentos de fora para o RS. Universidades e centros de inovação, pela qualidade do conhecimento produzido e credibilidade construída, podem atuar como pontes entre diferentes setores da sociedade.

Governança clara e disciplina de execução

Evitar que o Estado funcione como um "arquipélago" de iniciativas isoladas foi um dos desafios citados. Para isso, as lideranças defendem a criação de uma governança clara para as políticas de desenvolvimento e investimento em educação e inovação, que garanta o acompanhamento da sociedade e mantenha o ritmo das ações. Entre as dificuldades apontadas pelos participantes, estão a dificuldade do Estado em definir prioridades, executar com rigor e realizar entregas transformadoras.

"A grande palavra que sai dessas discussões para todas as áreas, porque elas são interdependentes e complementares, é a necessidade de o Rio Grande do Sul, por meio de suas entidades, de suas representações e de suas lideranças, buscar convergência."

CLAUDIO GASTAL

Diretor-presidente do SESI-RS e do SENAI-RS

 

"A iniciativa privada, o setor público e as instituições de ensino devem estar articulados. E as universidades, por terem um papel um pouco mais horizontal, poderiam ser aquelas que articulam o movimento para a construção de um Estado melhor."

GUSTAVO BORBA

Pró-reitor acadêmico e de Relações Internacionais da Unisinos

 

"O mais importante para nós não é impedir a saída de talentos, mas nos preocuparmos em atrair talentos. Em atrair pessoas qualificadas de outras regiões do mundo e do Brasil, além de atrair os próprios gaúchos que saem para aprender, se desenvolver no Exterior e voltar para contribuir."

JORGE AUDY

Superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc

 

"Você tem o conhecimento, você tem inovação, mas isso precisa ser aplicado. Até que ponto isso está acontecendo? A forma de criarmos desenvolvimento para o Estado é conseguirmos fazer com que haja a aplicação da inovação no setor privado, o que gera crescimento."

JOSÉ GALLÓ

Empresário e membro do Conselho Editorial do Grupo RBS

 

"Se a gente quer algo que seja transformador da sociedade, precisa trazer todos os agentes que fazem parte desse processo. E a inovação tem aquela coisa mágica: ela representa os movimentos que fazemos em prol do desenvolvimento."

JOSÉ RENATO HOPF

Presidente do South Summit Brazil

 

"O Brasil é a 10ª economia do mundo. Somos o 14º em produção científica, mas, quando olhamos para a inovação, ocupamos a 52ª posição. Ou seja, precisamos também aproximar a universidade do mercado, do governo e das organizações."

MANUIR MENTGES

Reitor da PUCRS

 

"É necessário criar, institucionalmente, na estrutura do Estado, um comitê de assessoramento estratégico para o desenvolvimento do Estado. Esse comitê não precisa ser formado apenas pelas universidades, mas imagine todas elas interligadas para alavancar a educação, trazer novas tecnologias e assessorar as empresas."

MARCIA BARBOSA

Reitora da UFRGS

 

"A universidade está desenvolvendo esse projeto, que chamamos de hub logístico, e que é um bom exemplo disso: inovação é a universidade colocar aquele conhecimento, aquela ciência, em prática para o desenvolvimento do seu entorno."

MARTHA ADAIME

Reitora da UFSM

 

"No século 21, não há outro caminho a não ser uma obsessão pela educação e, obviamente, a inovação é o cerne, o epicentro de qualquer desenvolvimento econômico e social."

PEDRO VALÉRIO

Diretor-executivo do Instituto Caldeira

 

"O turismo, como eu sempre digo, acontece de dentro para fora e precisa ser tratado dessa forma. E não há melhor maneira do que construir, coletivamente, entre o poder público e a iniciativa privada, as instâncias de governança. Nossa região compreende muito isso."

RAFAEL CASTELLO COSTA

Presidente do Conselho de Turismo da Região das Hortênsias e secretário de Turismo de São Francisco de Paula

 

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