CONCESSÕES RODOVIÁRIAS AVANÇARAM COMO CAMINHO PARA MODERNIZAR A MALHA VIÁRIA DO RS
Estudos apresentados em janeiro de 2026 mostraram que as concessões rodoviárias foram estruturadas como alternativa para recuperar a malha viária gaúcha.
E É SÓ NOTÍCIA BOA!
O MobiCaxias acompanhou e analisou as informações apresentadas no Fórum de Debate Federasul e Setcergs, realizado em 21 de janeiro de 2026, que detalhou o Programa de Parcerias e Concessões – Concessões de Rodovias, conduzido pelo Governo do Rio Grande do Sul. Os dados evidenciaram um diagnóstico crítico da infraestrutura rodoviária estadual e apontaram as concessões como instrumento estratégico para acelerar investimentos, melhorar a qualidade das estradas e ampliar a segurança viária.
O panorama apresentado indicou que o Rio Grande do Sul possuía mais de 11,3 mil quilômetros de rodovias estaduais, sendo apenas uma parcela muito reduzida duplicada ou em duplicação. A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 revelou que cerca de metade do estado geral das vias era classificada como ruim ou péssima, com destaque negativo para geometria, pavimento e sinalização, especialmente nas rodovias sob gestão pública direta.
Outro ponto de atenção destacado foi o impacto econômico da baixa qualidade do pavimento. Os custos operacionais do transporte rodoviário no RS eram, em média, quase 50% maiores, gerando desperdício de combustível, aumento das emissões de CO₂ e prejuízos financeiros superiores a R$ 300 milhões ao ano, com reflexos diretos nos preços dos produtos e na competitividade das empresas.
Diante desse cenário, o material apresentou as concessões rodoviárias como alternativa para garantir manutenção permanente, ampliação da capacidade viária, redução de acidentes e melhoria da fluidez do tráfego. Dados comparativos mostraram que mais de 60% das rodovias concedidas no país eram classificadas como boas ou ótimas, enquanto nas rodovias não concedidas esse índice ficava abaixo de 25%.
No caso do Rio Grande do Sul, os projetos dos Blocos 1, 2 e 3 foram estruturados com apoio técnico do BNDES, contemplando estudos de demanda, engenharia, socioambientais, modelagem econômico-financeira e jurídica, além de consultas públicas amplas com municípios e sociedade civil. Esses blocos, juntos, atenderiam mais de 70% da população gaúcha e previam investimentos bilionários em duplicações, terceiras faixas, acostamentos, sistemas de segurança e atendimento ao usuário.
Os impactos esperados incluíam geração de empregos, aumento do valor bruto da produção, crescimento da arrecadação de ICMS e melhora significativa nos indicadores de qualidade das rodovias, com redução expressiva dos trechos classificados como ruins ou péssimos. Experiências de outros estados, como Paraná, São Paulo e Minas Gerais, foram apresentadas como referência de que o modelo de concessões vinha sendo utilizado como vetor de desenvolvimento e modernização da infraestrutura.
Para o MobiCaxias, o conjunto de informações reforçou a importância do planejamento de longo prazo, da qualificação técnica dos projetos e do acompanhamento permanente das concessões, assegurando equilíbrio tarifário, transparência e efetivos ganhos para a sociedade. A mobilização manteve seu compromisso institucional de monitorar, debater e contribuir para soluções estruturantes que fortaleçam a competitividade, a segurança e a qualidade de vida em Caxias do Sul e em toda a Serra Gaúcha.
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