CSG INICIA DUPLICAÇÕES NA SERRA PELO CONTORNO NORTE DE CAXIAS DO SUL
Com investimento previsto de R$ 420 milhões, CSG projeta iniciar em 2026 as duplicações na Serra, começando pelo contorno norte de Caxias do Sul. Primeira etapa, a ponte sobre o Arroio Tega, deve ser entregue até agosto.
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A concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) projeta iniciar em 2026 as obras de duplicação previstas no contrato do Bloco 3 de rodovias do Estado, que liga a Serra ao Vale do Caí. O cronograma contempla 18 quilômetros da RSC-453, entre Farroupilha e Bento Gonçalves, e outros 11 quilômetros na ERS-122, no contorno norte de Caxias do Sul.
O primeiro trecho dessas intervenções é a nova ponte sobre o Arroio Tega, no contorno norte de Caxias. A estrutura, cuja fase de superestrutura está na etapa final, deve ser entregue até agosto deste ano. A obra, iniciada em 2024 como o primeiro passo das duplicações previstas na concessão, envolve investimento de R$ 50 milhões.
Ao todo, estão previstos R$ 250 milhões para as duplicações, além de outros R$ 170 milhões destinados a manutenções de estruturas, totalizando R$ 420 milhões em investimentos. Somente em 2025, a estimativa de desembolso da concessionária é de R$ 315 milhões.
De acordo com o diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres, o cronograma foi estabelecido de forma conservadora, considerando o cenário atual dos investimentos. “Até o final do ano, pretendemos ter finalizado 80% das obras do contorno norte de Caxias do Sul e entre 40% e 50% da RSC-453, entre Farroupilha e Bento Gonçalves, com início no começo do segundo semestre”, explica.
Peres destaca que o ritmo das obras poderá ser ampliado caso haja avanço nas negociações para o reequilíbrio do contrato de concessão, em tratativas desde julho. “Se houver o reequilíbrio no contrato, que estamos negociando desde julho, sem muita evolução, aí poderemos ter obras concomitantes e um ritmo mais acelerado, porque será possível captarmos recursos a partir de financiamentos com maior segurança”, afirma.
Nesse cenário, os aportes apenas em obras de duplicação podem chegar a R$ 400 milhões no ano.
A concessionária pleiteia a postergação do prazo para entrega das obras, o reequilíbrio de R$ 73 milhões referentes aos custos de recuperação das rodovias após os danos causados pela cheia de 2024 e o ressarcimento por supostas evasões ao sistema Free Flow. A expectativa é que os recursos para o reequilíbrio sejam garantidos por meio do Funrigs, que ainda analisa a demanda.
No fim de 2025, o fundo aprovou o repasse de R$ 86,3 milhões — ainda não desembolsados — para a chamada fase 2 de recuperação e resiliência das rodovias administradas pela CSG. Inicialmente, foram mapeados 14 trechos críticos, que demandarão R$ 280 milhões em investimentos. Outros cinco pontos foram identificados posteriormente, mas ainda não tiveram valores estimados. Até o momento, dois trechos próximos a São Vendelino, entre os quilômetros 33 e 38 da ERS-122, já tiveram obras iniciadas, com recursos que devem ser cobertos pelo Funrigs.
A CSG administra 271 quilômetros de rodovias, incluindo trechos das ERSs-122, 240 e 446, das RSCs-287 e 453 e da BRS-470. Pelo contrato de concessão, a empresa deveria entregar os primeiros 33 quilômetros de duplicações no início de 2026. Ainda no final do primeiro semestre de 2025, solicitou a prorrogação de 15 meses no prazo, até maio de 2027.
“Recebemos uma resposta a este pleito somente agora, em janeiro, portanto, inviável de ser cumprido”, resume Ricardo Peres. A concessionária retomou as negociações em busca de novos prazos e de um cronograma renovado para as obras na Serra.
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