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EDUCAR PROTEGE: O DESAFIO DIGITAL NA PROTEÇÃO DA INFÂNCIA

A exposição precoce de crianças e adolescentes a conteúdos digitais impróprios exige responsabilidade coletiva. Mais que novas leis, a prevenção começa em casa, com educação e conscientização social.

01/09/2025 às 00:00

A formação emocional de uma geração está sendo moldada pelas telas de forma preocupante. O tema ganhou força após a denúncia do influenciador Felca sobre a adultização nas redes sociais, ampliando o debate iniciado no Senado em 2022 com o Projeto de Lei 2628/2022.

Embora o Brasil conte, desde 1990, com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um marco robusto de proteção infantojuvenil, a explosão das redes sociais trouxe novos desafios. A discussão atual busca atualizar o ECA à realidade digital, sem enfraquecer sua autoridade. O PL 2628/2022 propõe obrigações e punições às plataformas digitais, incluindo multas severas em casos de descumprimento. Entretanto, sem estrutura adequada, novas leis podem se tornar ineficazes ou até mesmo restringir indevidamente a liberdade de expressão.

A gravidade do problema, com impactos sociais, psicológicos, físicos e cognitivos, demanda urgência. No entanto, mais que legislações, a solução começa em casa. A participação das famílias é fundamental para orientar e limitar o acesso de jovens a conteúdos inadequados. Educação é prevenção. Países desenvolvidos mostram que o enfrentamento combina leis eficazes com programas educacionais abrangentes.

Professores, funcionários escolares e sociedade precisam de capacitação para identificar sinais de adultização e intervir com responsabilidade. Aos governos, cabe promover campanhas de conscientização e oferecer suporte para que o combate ocorra desde a raiz do problema.

Valorizar a infância, fortalecer a autoestima dos jovens e promover seu desenvolvimento saudável são passos indispensáveis para formar adultos felizes, realizados e moralmente sólidos. Mais do que novas legislações, é a responsabilidade coletiva que garantirá a verdadeira proteção da infância no ambiente digital.

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GZH