FERROVIAS PARA O FUTURO: MOBICAXIAS REFORÇA ALERTA DE GOLDSZTEIN SOBRE O TREM QUE O RS NÃO PODE PERDER
Artigo de Fernando Goldsztein reforça urgência de destravar a malha ferroviária gaúcha. MobiCaxias destaca o papel estratégico do modal para competitividade, logística e desenvolvimento da Serra.
A Mobilização por Caxias do Sul acompanha com total sintonia o alerta feito por Fernando Goldsztein sobre a estagnação da malha ferroviária gaúcha. Em artigo publicado na Zero Hora, ele lembra que o Brasil finalmente avançou com o Marco Legal das Ferrovias, mas o Rio Grande do Sul segue parado “nos trilhos enferrujados do passado”. Para o MobiCaxias, que tem no Terminal Rodoferroviário de Vacaria um de seus principais pilares estruturantes, o texto reforça um ponto central: não existe competitividade ou desenvolvimento sustentável sem logística moderna.
Goldsztein relata sua recente viagem de trem entre Washington e Chicago, onde presenciou um comboio de 172 vagões duplos, capacidade equivalente a 700 caminhões. A comparação evidencia o abismo entre os países que investem em ferrovias e o cenário gaúcho, marcado por contratos antigos, falta de investimentos privados, subutilização e até abandono de trechos essenciais. O RS perde eficiência, competitividade, segurança viária e oportunidades econômicas, justamente quando o resto do mundo acelera.
O autor ressalta que o Marco Legal das Ferrovias, aprovado em 2021, modernizou o setor ao permitir que empresas construam e operem ferrovias com menos burocracia, oferecendo segurança jurídica e abrindo espaço para investimentos privados. No entanto, enquanto o Brasil ajusta suas engrenagens, o Rio Grande do Sul permanece travado, incapaz de aproveitar a janela histórica de transformação do modal ferroviário.
Esse diagnóstico dialoga diretamente com a bandeira defendida pelo MobiCaxias: integrar a Serra Gaúcha ao mapa estratégico da logística nacional. A região avança em grandes projetos como o Porto Meridional, o Aeroporto Regional da Serra Gaúcha (Vila Oliva) e os investimentos rodoviários do Polo da Serra. Sem o modal ferroviário, porém, o ciclo de competitividade permanecerá incompleto. O trem reduz custos, polui menos, salva vidas, agiliza o transporte de cargas e abre caminho para novos mercados, exatamente o que o Rio Grande do Sul precisa para crescer.
Goldsztein encerra com um aviso contundente: “O Rio Grande do Sul não pode se dar ao luxo de perder (mais) esse trem.” O MobiCaxias reforça esse chamado. É hora de destravar a malha, modernizar o Estado, pactuar soluções e recolocar o RS no trilho certo. Porque futuro, desenvolvimento e competitividade não esperam, se constroem agora.
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