LEILÃO DA MALHA SUL REACENDE DEBATE SOBRE MODELO DE CONCESSÃO E APORTE DOS ESTADOS
Com a Malha Sul confirmada no leilão de ferrovias de 2026, o ministro dos Transportes destacou a necessidade de discutir novos modelos de concessão e a possibilidade de aporte financeiro dos Estados para reconstrução dos trilhos no Sul.
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Com a confirmação da Malha Sul no leilão nacional de ferrovias previsto para 2026, o debate sobre o futuro do modal ferroviário no Sul do Brasil voltou ao centro das discussões. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que, além da definição do modelo de concessão, o principal desafio está em identificar a origem dos recursos necessários para viabilizar a reconstrução da infraestrutura ferroviária.
Segundo o ministro, o problema das ferrovias no Rio Grande do Sul não se resume à gestão do ativo, mas à condição dos trilhos, que se depreciaram ao longo do tempo. Em grande parte do Estado, será necessário refazer a própria ferrovia, o que exige investimentos expressivos. Nesse contexto, Renan Filho afirmou que o governo federal vem discutindo com governadores a possibilidade de participação financeira dos Estados como forma de viabilizar as contrapartidas necessárias para atrair empresas interessadas.
Entre as alternativas em análise estão a adoção de um modelo integrado para toda a Região Sul ou a divisão das concessões por Estado. O ministro ressaltou que o Brasil possui um modelo nacional no qual o trilho permanece público e a operação pode ser compartilhada por diferentes empresas, prática utilizada também em outros países. No entanto, reforçou que a viabilidade desse formato depende, prioritariamente, da reconstrução da infraestrutura.
Durante a entrevista, Renan Filho destacou ainda que o país vive um momento de forte investimento no setor ferroviário, com previsão de realização de oito leilões ferroviários no ano, incluindo a Malha Sul. Segundo ele, esse será o maior volume de leilões de concessão ferroviária da história do Brasil.
O ministro também afirmou que, apesar dos avanços recentes na logística nacional e do crescimento da participação das ferrovias nas exportações brasileiras, o Sul do país ainda necessita de uma ampla revitalização da sua malha ferroviária. De acordo com Renan Filho, o modelo da última concessão não permitiu que a região recebesse os investimentos necessários para impulsionar o desenvolvimento, e a expectativa é que o novo processo contemple Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O MobiCaxias acompanha de forma atenta e estratégica as discussões relacionadas à Malha Sul, reforçando a importância de soluções estruturantes para a logística regional, fundamentais para o desenvolvimento econômico de longo prazo e para a construção da Caxias do futuro.
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