MOBICAXIAS E ENTIDADES PARCEIRAS COBRAM URGÊNCIA DO ESTADO SOBRE FUTURO DA ROTA DO SOL
Entidades empresariais cobraram do governo do Estado um planejamento de longo prazo para a Rota do Sol, destacando a importância da rodovia para a competitividade e o desenvolvimento da Serra.
Entidades da Serra defendem concessão e estudo técnico para garantir manutenção e ampliação da rodovia
Mesmo com quase R$ 400 milhões assegurados para a recuperação da estrutura atual, a Rota do Sol continua no centro das preocupações de entidades empresariais da Serra. O objetivo é planejar a rodovia para o futuro, considerando a demanda que será ampliada por projetos como o Porto Meridional e o Aeroporto de Vila Oliva.
Estado promete definição até 2026
Em entrevista a Gaúcha Serra, o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, afirmou que o governador Eduardo Leite já autorizou a busca de alternativas para a estrada. Segundo ele, o diálogo com entidades da região está em andamento, e a meta é apresentar um plano definido até o fim da atual gestão, em dezembro de 2026.
Pressão do MobiCaxias
O MobiCaxias acompanha de perto o tema e cobra maior agilidade do governo. Em reunião realizada em janeiro, a entidade já havia solicitado estudos de concessão, pauta reforçada no Fórum de Competitividade realizado pelo Transforma RS este mês.
O presidente Rodrigo Postiglione alerta que o discurso do governo ainda carece de efetivação:
– A gente sabe que é uma pauta do governo, mas precisamos da efetivação. Esse estudo é para o futuro, e como em 2026 há eleições, precisamos avançar ainda neste ano – afirmou.
Nos próximos dias, o grupo pretende solicitar um novo encontro com Capeluppi para reiterar a urgência. Para o MobiCaxias, a concessão é a alternativa mais viável para assegurar manutenção e ampliação da via.
Estudo técnico da CIC
A CIC Caxias também lidera debates sobre o futuro da rodovia. Segundo o presidente Celestino Loro, a entidade retomou a proposta de realizar um estudo técnico, estimado em R$ 5 milhões, que será doado ao Estado. O objetivo é fornecer subsídios concretos para avaliar a concessão e até mesmo a possibilidade de duplicação da estrada.
– Hoje a Rota do Sol é uma artéria de cargas, e isso vai se ampliar com o porto e o aeroporto. Não é mais uma rodovia de passeio, mas de transporte logístico, e precisamos estar atentos a isso – destaca Loro.
Atualmente, tramitam negociações sobre a forma legal de o Estado receber esse estudo. Se a questão for solucionada em breve, os trabalhos poderão começar em 2025, com entrega prevista para o início de 2027, coincidindo com a conclusão das obras de recuperação da rodovia.
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