MOBICAXIAS E GOVERNO DO ESTADO APONTAM PREOCUPAÇÕES SOBRE NOVO MODELO DE CONCESSÃO DA MALHA SUL
MobiCaxias e Governo do Estado manifestam preocupação com a proposta da União para dividir a Malha Sul em três concessões. O modelo é criticado por não atender às necessidades logísticas e aos projetos de desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
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A proposta da União para a nova concessão da Malha Sul ferroviária segue mobilizando lideranças públicas e entidades representativas do Sul do país. O modelo em discussão prevê a divisão da malha em três concessões distintas — Paraná-Santa Catarina, Mercosul e Rio Grande — e tem sido alvo de críticas do Codesul e de organizações da sociedade civil.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está finalizando o processo de consulta pública sobre a nova concessão, reunindo até o dia 10 de agosto as contribuições apresentadas nas quatro audiências realizadas em julho. O plano também está sendo judicializado.
Entre as preocupações destacadas está o fato de que apenas o corredor Paraná-Santa Catarina é considerado o trecho mais rentável, o que pode comprometer a atratividade das demais concessões. Outro ponto levantado pelo Governo do Estado é que os corredores Mercosul e Rio Grande não cruzam os principais polos produtivos do Rio Grande do Sul, o que, segundo o secretário de Logística e Transporte, Clóvis Magalhães, não atende às necessidades gaúchas nem aos projetos de desenvolvimento futuro.
A Malha Sul está dividida em três corredores: Paraná-Santa Catarina, com 1,5 mil quilômetros; Mercosul, com 1,8 mil quilômetros, ligando Uruguaiana ao interior de São Paulo; e Rio Grande, com 880 quilômetros, conectando Cruz Alta ao porto no Sul do Estado.
O debate reforça a importância de um modelo de concessão que fortaleça a integração logística regional e atenda às demandas estratégicas da economia gaúcha.
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