MOBICAXIAS REFORÇOU PAPEL ESTRATÉGICO E APONTOU PRIORIDADES PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL EM 2026
O MobiCaxias apresentou sua nova liderança para 2026–2027 e reforçou seu papel como articulador do desenvolvimento regional, com foco em logística, infraestrutura, qualificação profissional e integração entre sociedade civil, setor produtivo e poder
O MobiCaxias foi destaque no programa CQ7 Parcerias e Negócios, da Rádio Caxias, apresentado por Carlos Quadros, em edição especial que celebrou os 80 anos da emissora e marcou a apresentação de Jaime Marchet como novo presidente da mobilização para o biênio 2026–2027. Ele assumiu a presidência dando sequência ao trabalho construído coletivamente nos últimos anos.
Com mais de quatro décadas de atuação no Grupo Randon, onde desenvolveu carreira nas áreas administrativa, financeira, jurídica e no Banco Randon, Marchet destacou que sua gestão esteve baseada na continuidade, no aprimoramento dos projetos estruturantes e na atuação suprapartidária, mantendo o foco exclusivo no desenvolvimento regional.
Durante o programa, foi reafirmado que o MobiCaxias atuou como articulador e facilitador, conectando sociedade civil organizada, setor produtivo e poder público para transformar demandas históricas em ações concretas. A mobilização seguiu alinhada ao planejamento de longo prazo Caxias 2040, reforçando a importância da visão estratégica e da cobrança permanente por resultados.
A logística foi apontada como o principal gargalo para a competitividade da Serra Gaúcha. O novo presidente destacou a necessidade de avançar com urgência na licitação da pista do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, em Vila Oliva, alertando que se trata de uma obra complexa, com prazo mínimo de três anos, que exigiu também investimentos robustos em acessos viários.
Também foram feitos apontamentos às condições do Aeroporto Hugo Cantergiani, que, apesar de recursos já destinados, ainda apresentou problemas estruturais básicos, impactando diretamente a experiência de passageiros e a imagem da cidade como polo econômico e turístico.
Outro ponto destacado foi o apoio do MobiCaxias ao investimento privado no Porto Meridional, em Arroio do Sal, visto como alternativa estratégica para o escoamento da produção regional e para o turismo de cruzeiros, de forma complementar ao Porto de Rio Grande. A precariedade de rodovias estratégicas, como a Rota do Sol, e a lentidão na recuperação de pontes e acessos também foram citadas como entraves históricos ao desenvolvimento.
O cenário econômico foi analisado com atenção, especialmente diante da reforma tributária. Houve preocupação com a complexidade do novo modelo e com o risco de aumento de custos para o consumidor final, a indústria e o agronegócio. Foi reforçado que a Serra Gaúcha figurou entre as regiões que mais arrecadaram impostos no Estado, mas recebeu retorno considerado insuficiente em obras e serviços estruturantes.
Na área de desenvolvimento humano, o presidente do MobiCaxias defendeu maior valorização da formação técnica e profissional, ressaltando que o desafio esteve menos na falta de recursos e mais no estímulo à qualificação alinhada às demandas reais do mercado de trabalho. Também foi defendida maior atenção à valorização e à remuneração dos professores como base para um sistema educacional mais eficiente.
A Festa da Uva foi citada como um ativo estratégico consolidado, responsável por gerar retorno econômico, identidade cultural e visibilidade para Caxias do Sul ao longo de décadas. O programa reforçou ainda a necessidade de a cidade avançar na forma de promover e comercializar seus produtos, como vinhos, espumantes, sucos, cervejas artesanais e produtos hortifrutigranjeiros.
Ao final da entrevista, foi reforçado o convite para que a comunidade, especialmente jovens talentos, participem voluntariamente do MobiCaxias, fortalecendo a mobilização coletiva em prol de uma cidade mais integrada, competitiva e preparada para o futuro.
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