PRODUÇÃO DE AÇO PODE DESAPARECER DO BRASIL, ALERTA GERDAU
André B. Gerdau Johannpeter, presidente do conselho da Gerdau, alerta que a cadeia produtiva de aço no Brasil corre risco de desaparecer em 2025, diante do avanço de importações chinesas predatórias, alta ociosidade e conflitos geopolíticos.
O presidente do conselho de administração da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter, fez um alerta contundente: a cadeia produtiva de aço no Brasil encontra-se à beira do colapso e corre o risco de desaparecer. Segundo ele, esse cenário dramático é resultado de uma combinação de fatores internos e externos que fragilizam o setor siderúrgico brasileiro.
Entre os fatores apontados, destacam-se os conflitos geopolíticos, a imposição de tarifas internacionais e, sobretudo, o avanço de importações consideradas predatórias — em especial de origem chinesa — que ameaçam a competitividade das empresas locais.
De acordo com Johannpeter, a participação do aço importado no consumo interno do país mais do que dobrou nos últimos anos. A “taxa de penetração” dessas importações, que antes era de cerca de 10%, agora está entre 22% e 25%.
Além disso, ele enfatizou que a indústria siderúrgica brasileira opera hoje com uma ociosidade de 35%, muito acima do nível considerado adequado, que é de 20%. Esse excesso de capacidade ociosa coloca o setor em situação quase insustentável.
Em resumo, Johannpeter alerta que a combinação de alta penetração de aço importado, ociosidade excessiva e ambiente internacional adverso tornaram 2025 o ano mais conturbado para a siderurgia nacional - com risco real de desmobilização da produção interna.
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