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REFORMA TRIBUTÁRIA EXIGIRÁ ADAPTAÇÃO DAS EMPRESAS E NÃO DEVE REDUZIR DISPUTAS JUDICIAIS DE FORMA IMEDIATA

Especialistas alertaram que a reforma tributária simplificará o sistema, mas a redução dos litígios ocorrerá apenas no longo prazo....

18/06/2026 às 00:00

E É SÓ NOTÍCIA BOA!

A reforma tributária brasileira representa uma das maiores transformações do sistema fiscal nacional das últimas décadas. Apesar da expectativa de simplificação e modernização da cobrança de tributos sobre o consumo, especialistas alertam que os efeitos sobre a redução das disputas judiciais não serão imediatos.

Durante debate promovido pelo Sistema FIERGS, o coordenador do Conselho de Assuntos Tributários, Legais e Cíveis (Contec), Rafael Sacchi, destacou que o período de transição exigirá atenção redobrada das empresas, diante da convivência entre o modelo atual e o novo sistema tributário. Segundo ele, a adaptação demandará planejamento, investimentos em tecnologia, revisão de processos internos e acompanhamento constante da regulamentação.

A reforma cria dois novos tributos sobre o consumo – a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – substituindo gradualmente tributos atuais como PIS, Cofins, ICMS e ISS. A proposta busca simplificar a arrecadação e reduzir distorções históricas do sistema tributário brasileiro.

Entretanto, especialistas apontam que a mudança não eliminará automaticamente os conflitos tributários. Embora discussões tradicionais, como as relacionadas à definição de créditos tributários, tendam a diminuir, novas interpretações sobre a aplicação das regras poderão gerar questionamentos e disputas durante os primeiros anos de implementação.

A expectativa é de que os benefícios da simplificação sejam percebidos de forma gradual, à medida que empresas, governos e o Poder Judiciário se adaptem ao novo modelo. Nesse cenário, entidades empresariais reforçam a importância de capacitar gestores e acompanhar atentamente o processo de regulamentação para garantir segurança jurídica e competitividade.

Para o setor produtivo, o momento é de preparação. A reforma tributária promete avanços importantes para o ambiente de negócios brasileiro, mas o sucesso da transição dependerá do engajamento das empresas e da construção de um sistema mais simples, previsível e eficiente para todos os contribuintes.

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